Existem mitos na venda direta, como em todos os setores e negócios. A venda direta é uma forma de negociação de bens de consumo e serviços baseada no contato pessoal entre o vendedor e o comprador, fora do ambiente de um estabelecimento comercial fixo, envolve mais de 4,5 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).

Somos um dos top 10 em um ranking mundial elaborado pela World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), dividindo os maiores volumes de vendas com Estados Unidos, China, Coréia, Alemanha, Japão, México, França, Malásia e Reino Unido.  

Contudo, há ainda muitos mitos na venda direta relacionados a esta importante atividade no país. E é para esclarecê-los que criamos este artigo. Aqui você conhecerá as principais objeções das pessoas que ainda não entraram neste mercado e verá como elas são totalmente questionáveis, quando não infundadas. Continue lendo para entender!

Mito 1: Empresas de venda direta são todas iguais

O universo das vendas diretas é tão diverso quanto qualquer outro setor. No entanto, há ainda muitos profissionais, especialmente aqueles que estão iniciando neste mercado, que acreditam que todas as empresas que trabalham com este sistema o fazem da mesma maneira.

Não é verdade. Há inúmeras possibilidades de atuação, dependendo de uma série de fatores, como localização, tipo de público-alvo, legislação regional e assim por diante.

Em outras palavras, revendedores e outros profissionais envolvidos com a venda direta (assistentes, consultores etc.) nunca vão se deparar com as mesmas características em empresas diferentes, pois elas não são todas iguais.

Logo, antes de chegar à conclusão de que as empresas são todas iguais, é importante conhecer a maneira de trabalhar de cada uma delas, verificar seu histórico de mercado, a reputação das marcas etc.

Mito 2: Venda direta não é um “negócio de verdade”

Razões históricas talvez expliquem este mito. Como a venda direta é também conhecida como venda porta a porta e é muito aproveitada por empresas de cosméticos, que há algumas décadas anunciavam oportunidades para “pessoas sem ocupação” (caso da Avon, direcionada para as mulheres), a ideia de que não se trata de um negócio “de verdade” se espalhou.

Vendas diretas são parte de um dos maiores negócios do mundo, como já demonstramos logo no início do texto. Os valores movimentados por este negócio — definitivamente — são milionários e geram resultados para uma cadeia imensa de pessoas.

Mito 3: Não se ganha dinheiro com venda direta

Ganha-se muito dinheiro com venda direta! Esse pode ser um dos maiores mitos na venda direta. Acontece que é preciso ser um vendedor de verdade para obter lucros, uma vez que é o contato com os potenciais clientes e o poder de persuasão que fazem o negócio acontecer.

O tempo para a criação de uma clientela fiel é, muitas vezes, o que faz com que os revendedores tenham a impressão de que não se ganha muito dinheiro com este sistema de vendas. E ele varia de produto para produto, de região para região. Também é determinante o público que se quer atingir para calcular o quanto é necessário trabalhar para obter ganhos significativos.

Falando em lucros, existem, basicamente, duas formas de lucrar com vendas diretas:

Sistema mononível

Neste sistema, o revendedor adquire os produtos e os revende incorporando uma margem de lucro. Em média, trabalha-se com uma margem de 30%, mas há casos em que o ganho pode ser ainda maior, dependendo da mercadoria e também do tipo de cliente.

Sistema multinível

Neste sistema, além da margem de lucro, o revendedor pode indicar outros revendedores e, com isso, passa a ganhar uma porcentagem em cima das vendas realizadas por eles. Forma-se uma rede de lucratividade, em que uma espécie de time passa a ganhar conforme os esforços uns dos outros.

Mito 4: É muito difícil fazer venda direta

Vender não é tarefa simples. Exige um pouco de talento, muita motivação e algumas técnicas. Talvez por isso, muita gente alimenta o mito de que é difícil fazer venda direta.

Alguns grandes trunfos de venda direta:

  • Praticamente qualquer pessoa pode entrar neste ramo de atuação;

  • Os vendedores podem definir suas próprias horas de trabalho, dando um tempo para viajar e passar momentos de lazer;

  • Os custos iniciais são mínimos, muitas vezes, não há nenhum investimento para começar a trabalhar;

  • Pode ser muito divertido.

O ponto que deve ser observado por quem está pensando em entrar no ramo das vendas diretas é que há muito mais pessoas se dando bem neste mercado do que aquelas que fazem a propaganda ao contrário. Normalmente, aquelas que desencorajam são aquelas que não obtiveram sucesso por falta de talento ou por terem desistido no meio do caminho.

5 Mito na venda direta: Há muita gente atuando, não há espaço para mim

Por fim, um mito que faz com que muitas pessoas desistam de fazer parte deste mercado bilionário: a ideia de que há muita concorrência. A concorrência existe em todos os mercados, não poderia deixar de ser na venda direta, que é responsável por volumes gigantescos de negócios anualmente (movimentou 183,7 bilhões de dólares em 2015, de acordo com a World Federation of Direct Selling Associations — WFDSA).

O que é preciso observar é que o Brasil é um país de dimensões continentais. Há público para os mais variados tipos de produtos e serviços, portanto, é preciso verificar os dados demográficos do público que se quer atingir. Logicamente, o vendedor que tentar trabalhar ofertas que já estão sendo trabalhadas em uma determinada região poderá ter mais dificuldades do que outros que ofereçam novidades.

Utilize dicas no lugar de mitos

Como você percebeu, a maioria das objeções que revendedores iniciantes têm é de mitos que não se sustentam. Para finalizar, veja agora algumas dicas primorosas para você obter sucesso fazendo venda direta:

  • Trabalhe com produtos que você, honestamente, acredite ter valor para seu cliente;

  • Seja paciente para construir sua carteira de clientes e busque relacionar-se de uma maneira proveitosa com eles;

  • Desenvolva suas habilidades vendedoras, não force vendas; as pessoas compram soluções e não produtos;

  • Enfatize valores, resultados e a satisfação que seus produtos podem trazer aos seus clientes;

  • Crie metas: tenha objetivos claros relacionados a quantidade de clientes, quantidade de negócios fechados, montantes em dinheiro (volume de negócios e percentual de lucro).

Você gostou dessas dicas? Elas vão lhe ajudar a encarar o mercado de venda direta de uma forma mais motivadora? Deixe seu comentário!

Venda direta: esclarecemos 5 mitos para você
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